...Jornalistas sem diplomas e sanguessugas de plantão: uma combinação nada ética...
Há quem me diz que jornalista deve ter o dom e não o bacharelado. E foi isso que o STF resolveu adotar. Na prática o exemplo comparativo é de que o jornalista não causará danos irreversíveis como um médico ou como um engenheiro. Penso eu que o STF vive em outro mundo e não no Brasil. Por favor, não me chame de burro, pois considero sim o Brasil um mundo a parte. A parte de interesses que sempre prevalecem.
Hoje somos alvos de vários tipos de mídias. As éticas e as não éticas. As éticas formam um conjunto de veículos de comunicação que escrevem o que é interessante à utilidade pública e também escrevem o que é de interesse de sua manutenção financeira e administrativa.
O outro conjunto de veículos de comunicação escrevem ( e quando escrevem ) assuntos que façam uma assimilação única dos seus interesses na busca de uma sobrevivência financeira de quem o coordena. Quem o comanda já não depende do mesmo.
Espaços gratuitos e livres com a voz do povo e sem intenção política empresarial em jornais atuais são poucos. O que mais vemos são vendas de espaços que não são nada baratos para informes políticos públicos, publicidade empresarial e matérias de interesse da população a primeira vista, mas com segundas intenções quando bem analisadas.
Eis que entra o jornalista bacharelado ou não. O jornalista chef, o profissional que estudou para tal função e conhece várias culturas que lhe foram apresentadas é aquele que passou no mínimo três anos e meio vivenciando o mundo acadêmico e presente no processo de globalização. Obteve na teoria e prática amostras de causas e efeitos do uso ou não da sua ética. Será aquele profissional capacitado que fará a matéria jornalística ciente das primeiras, segundas, terceiras, quartas e seja lá quantas forem as intenções. Saberá exatamente o que está fazendo de consciência limpa ou não. E sabe explicitamente que a qualquer momento pode ser acusado de ato jornalístico não ético e responder por isso.
Já o jornalista por dom, autodidata ( peguei pesado ) e que recebe incentivo (não só da família) por escrever bem e gostar de redação pode exercer a função com quantas intenções tiver. No final de tudo a sua própria consciência o acusará de não saber o que escreveu. Em caso de falta de ética, esta pessoa será acusada e até pode ser comprometida de fato, porem, uma melhor analise nos mostrará que mesmo tendenciado e ciente de sua falta de ética, o jornalista funcional não foi apresentado a uma vivência acadêmica que lhe permite optar pelo certo ou pelo errado, escolher o foco de seu trabalho e definir linhas de raciocínio.
Este jornalista funcional e não profissional será o agente responsável pela distribuição da imagem de uma pessoa, seja ela pública ou não, de governos em âmbitos municipais à nacionais e de entidades corporativas. Pois a partir deste momento em diante nós perdemos os jornalistas “chefs” profissionais.
Prestem bem a atenção. Seres acusados, corruptos, escandalosos e ladrões ganharão muito mais com indenizações por danos morais deste momento em diante, pois o jornalista funcional que foi incentivado a escrever negativamente sobre a imagem e moral não teve a necessidade de conhecer o contexto ético e de escolhas que exige o diploma de bacharel e assim ele poderá ser salvo de acusação por um único álibi de defesa: A frase “eu não sabia de nada”.
E neste contexto é que eu encerro: A exclusão da necessidade de diploma para o jornalista é interesse político, com o intuito de ganhar ainda mais dinheiro quando abrirem processo contra jornalistas funcionais que não sabem o que falam, ou de interesse dos veículos de comunicação que poderão pagar mais barato ou quase nada para o jornalista que tem o dom e faz tudo por prazer e dinheiro sem contestar eticamente as pautas exigidas.
Texto: Iuri Marcelo Kindler
bacharelado em Comunicação Social - habilitação em relações públicas
Há quem me diz que jornalista deve ter o dom e não o bacharelado. E foi isso que o STF resolveu adotar. Na prática o exemplo comparativo é de que o jornalista não causará danos irreversíveis como um médico ou como um engenheiro. Penso eu que o STF vive em outro mundo e não no Brasil. Por favor, não me chame de burro, pois considero sim o Brasil um mundo a parte. A parte de interesses que sempre prevalecem.
Hoje somos alvos de vários tipos de mídias. As éticas e as não éticas. As éticas formam um conjunto de veículos de comunicação que escrevem o que é interessante à utilidade pública e também escrevem o que é de interesse de sua manutenção financeira e administrativa.
O outro conjunto de veículos de comunicação escrevem ( e quando escrevem ) assuntos que façam uma assimilação única dos seus interesses na busca de uma sobrevivência financeira de quem o coordena. Quem o comanda já não depende do mesmo.
Espaços gratuitos e livres com a voz do povo e sem intenção política empresarial em jornais atuais são poucos. O que mais vemos são vendas de espaços que não são nada baratos para informes políticos públicos, publicidade empresarial e matérias de interesse da população a primeira vista, mas com segundas intenções quando bem analisadas.
Eis que entra o jornalista bacharelado ou não. O jornalista chef, o profissional que estudou para tal função e conhece várias culturas que lhe foram apresentadas é aquele que passou no mínimo três anos e meio vivenciando o mundo acadêmico e presente no processo de globalização. Obteve na teoria e prática amostras de causas e efeitos do uso ou não da sua ética. Será aquele profissional capacitado que fará a matéria jornalística ciente das primeiras, segundas, terceiras, quartas e seja lá quantas forem as intenções. Saberá exatamente o que está fazendo de consciência limpa ou não. E sabe explicitamente que a qualquer momento pode ser acusado de ato jornalístico não ético e responder por isso.
Já o jornalista por dom, autodidata ( peguei pesado ) e que recebe incentivo (não só da família) por escrever bem e gostar de redação pode exercer a função com quantas intenções tiver. No final de tudo a sua própria consciência o acusará de não saber o que escreveu. Em caso de falta de ética, esta pessoa será acusada e até pode ser comprometida de fato, porem, uma melhor analise nos mostrará que mesmo tendenciado e ciente de sua falta de ética, o jornalista funcional não foi apresentado a uma vivência acadêmica que lhe permite optar pelo certo ou pelo errado, escolher o foco de seu trabalho e definir linhas de raciocínio.
Este jornalista funcional e não profissional será o agente responsável pela distribuição da imagem de uma pessoa, seja ela pública ou não, de governos em âmbitos municipais à nacionais e de entidades corporativas. Pois a partir deste momento em diante nós perdemos os jornalistas “chefs” profissionais.
Prestem bem a atenção. Seres acusados, corruptos, escandalosos e ladrões ganharão muito mais com indenizações por danos morais deste momento em diante, pois o jornalista funcional que foi incentivado a escrever negativamente sobre a imagem e moral não teve a necessidade de conhecer o contexto ético e de escolhas que exige o diploma de bacharel e assim ele poderá ser salvo de acusação por um único álibi de defesa: A frase “eu não sabia de nada”.
E neste contexto é que eu encerro: A exclusão da necessidade de diploma para o jornalista é interesse político, com o intuito de ganhar ainda mais dinheiro quando abrirem processo contra jornalistas funcionais que não sabem o que falam, ou de interesse dos veículos de comunicação que poderão pagar mais barato ou quase nada para o jornalista que tem o dom e faz tudo por prazer e dinheiro sem contestar eticamente as pautas exigidas.
Texto: Iuri Marcelo Kindler
bacharelado em Comunicação Social - habilitação em relações públicas