quarta-feira, 1 de julho de 2009

...Jornalistas sem diplomas e sanguessugas de plantão: uma combinação nada ética...

Há quem me diz que jornalista deve ter o dom e não o bacharelado. E foi isso que o STF resolveu adotar. Na prática o exemplo comparativo é de que o jornalista não causará danos irreversíveis como um médico ou como um engenheiro. Penso eu que o STF vive em outro mundo e não no Brasil. Por favor, não me chame de burro, pois considero sim o Brasil um mundo a parte. A parte de interesses que sempre prevalecem.

Hoje somos alvos de vários tipos de mídias. As éticas e as não éticas. As éticas formam um conjunto de veículos de comunicação que escrevem o que é interessante à utilidade pública e também escrevem o que é de interesse de sua manutenção financeira e administrativa.

O outro conjunto de veículos de comunicação escrevem ( e quando escrevem ) assuntos que façam uma assimilação única dos seus interesses na busca de uma sobrevivência financeira de quem o coordena. Quem o comanda já não depende do mesmo.

Espaços gratuitos e livres com a voz do povo e sem intenção política empresarial em jornais atuais são poucos. O que mais vemos são vendas de espaços que não são nada baratos para informes políticos públicos, publicidade empresarial e matérias de interesse da população a primeira vista, mas com segundas intenções quando bem analisadas.

Eis que entra o jornalista bacharelado ou não. O jornalista chef, o profissional que estudou para tal função e conhece várias culturas que lhe foram apresentadas é aquele que passou no mínimo três anos e meio vivenciando o mundo acadêmico e presente no processo de globalização. Obteve na teoria e prática amostras de causas e efeitos do uso ou não da sua ética. Será aquele profissional capacitado que fará a matéria jornalística ciente das primeiras, segundas, terceiras, quartas e seja lá quantas forem as intenções. Saberá exatamente o que está fazendo de consciência limpa ou não. E sabe explicitamente que a qualquer momento pode ser acusado de ato jornalístico não ético e responder por isso.

Já o jornalista por dom, autodidata ( peguei pesado ) e que recebe incentivo (não só da família) por escrever bem e gostar de redação pode exercer a função com quantas intenções tiver. No final de tudo a sua própria consciência o acusará de não saber o que escreveu. Em caso de falta de ética, esta pessoa será acusada e até pode ser comprometida de fato, porem, uma melhor analise nos mostrará que mesmo tendenciado e ciente de sua falta de ética, o jornalista funcional não foi apresentado a uma vivência acadêmica que lhe permite optar pelo certo ou pelo errado, escolher o foco de seu trabalho e definir linhas de raciocínio.

Este jornalista funcional e não profissional será o agente responsável pela distribuição da imagem de uma pessoa, seja ela pública ou não, de governos em âmbitos municipais à nacionais e de entidades corporativas. Pois a partir deste momento em diante nós perdemos os jornalistas “chefs” profissionais.

Prestem bem a atenção. Seres acusados, corruptos, escandalosos e ladrões ganharão muito mais com indenizações por danos morais deste momento em diante, pois o jornalista funcional que foi incentivado a escrever negativamente sobre a imagem e moral não teve a necessidade de conhecer o contexto ético e de escolhas que exige o diploma de bacharel e assim ele poderá ser salvo de acusação por um único álibi de defesa: A frase “eu não sabia de nada”.

E neste contexto é que eu encerro: A exclusão da necessidade de diploma para o jornalista é interesse político, com o intuito de ganhar ainda mais dinheiro quando abrirem processo contra jornalistas funcionais que não sabem o que falam, ou de interesse dos veículos de comunicação que poderão pagar mais barato ou quase nada para o jornalista que tem o dom e faz tudo por prazer e dinheiro sem contestar eticamente as pautas exigidas.

Texto: Iuri Marcelo Kindler
bacharelado em Comunicação Social - habilitação em relações públicas

terça-feira, 23 de setembro de 2008

.: é, 3264 horas :.

Horas intensas
Horas feitas para serem vividas, e que foram vividas
Aquelas que estando perto motivaram saudade antecipada daquelas que em que estaria longe
As mesmas aquecidas pelo mesmo corpo que me queima
Horas que misturam sedução com provocação, dando maior desejo sem medo
Meu olhar percebe e viaja, imaginação aguçada quer tudo e muito mais agora, no banho ou na estrada
Minhas brincadeiras pervertidas são as mais puras verdades

Eu amo você e sinto que não é em vão
Te agradecer sempre por todas estas horas é o mínimo
Quero outras tantas horas, cada vez mais perto, mais junto
Preciso de você
Ficar com você
Você

Quero
Sempre
Por horas
Desejo e me prometo

terça-feira, 26 de agosto de 2008

.: é, minha vida tem novos rumos :.

Enfim já é agosto, ou melhor, final de agosto. E o que isso tem de importante? Pra mim tem muito! Faço-me valer de que demorei em escrever, ao proposto de que quando estou feliz da vida, eu não sei colocar a demasiada felicidade em palavras.

Ai todo mundo me perguntaria: “Mas então hoje você não está bem?” E eu respondo rapidamente: Bem eu estou porem com muitas saudades. Saudades das quais me deixam em constante agonia, com uma dificuldade de concentração e o desejo contínuo de não ter saudades. Para não ter saudades, preciso estar perto e hoje não estou.

Após ter passado da vulnerabilidade do final dos meus receosos dois meses de relacionamento, e assim consecutivamente passado dos três meses de experiência posso dizer que sinto-me presenteado. Enfim alguém que me faz bem.

Delícia é ganhar junto de um relacionamento, a amizade e a cumplicidade que solidificam qualquer relação. Sempre me posicionei em defesa da conversa entre duas pessoas que se gostam. E nós conversamos.

Alias nos conversamos, caminhamos, cozinhamos, brincamos, gargalhamos, choramos, e vivemos de forma a aproveitar o que é nosso pela oportunidade de momento. E não adianta alguém jogar o pitaco de que está tudo muito bom porque até agora nada de ruim aconteceu, porque provas como estas nós já tivemos.

Foram algumas discussões e situações mais chatas que eu já participei, mas das quais só fizeram minha crença na maturidade de relacionamento aumentar.

“Feliz de mim em lhe ter assim” é a frase que vem à cabeça. Planos? Você faz. Eu faço. E percebo o quanto é válido tudo isso. Mudou minha direção? Sim, para a melhor, e agradeço muito por tudo isso!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

.: tempos modernos :.
Eu vejo a vida melhor no futuro. Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia que insiste em nos rodear. Eu vejo a vida mais clara e farta, repleta de toda satisfação, que se tem direito, do firmamento ao chão. Eu quero crer no amor numa boa. Que isso valha pra qualquer pessoa que realizar, a força que tem uma paixão. Eu vejo um novo começo de era, de gente fina elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não, não, não. Hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver. Vamos nos permitir.
Eis que Lulu Santos assim fala em sua música da vida cotidiana. Para que criar feridas com tantas pontualidades quando as respostas e atitudes são tão mais fáceis.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

.: é, a maravilha de ter uma percepção aguçada :.

Eis que normalmente, quando eu resolvo escrever sobre algum assunto, tema ou momento da minha vida, o faço assim que este acontece. Pois bem, já estamos na metade da semana e eu ainda pego-me lembrando incansavelmente do meu final de semana. Talvez, realmente pela falta de tempo anterior, devido a tantas tarefas de final de faculdade, deixei para hoje, a atividade de colocar em arquivo, o quão bom foi tudo.

Feliz disso, é saber de como todas as horas a começar na noite de sexta fizeram-me uma limpeza emocional incrível. Posto a prova, obtive ganhos em ter bloqueios de lembranças dado aos novos fatos surgidos. Exatamente isso: hoje eu não penso mais no que eu pensava na semana passada, exemplo de situações que corroíam extremamente o meu físico e o meu psíquico.

Ao parar com alguma atividade do trabalho, da faculdade ou dos afazeres domésticos, é normal começarmos a ter lembranças ou pensar em muita coisa, e normalmente naquelas que mais nos consomem. Hoje, estas consumiam, pois só estou lembrando delas agora forçadamente para contar aqui todo o fato.

Lembranças doloridas de um decorrer anual foram trocadas por uma média de quarenta e oito horas de simples sentimentos verdadeiros. Ou seja, acontecimentos simples por sua consistência física temporal, mas de grande importância pessoal, abafaram toda a amargura que mantinha-se na minha caminhada. Exemplificando com uma cena bizarra: Foi como jogar um punhado de sal em uma lesma que estava grudada na calça que eu usava enquanto andava. Eu continuei andando, com as manchas do seu líquido viçoso na minha calça, mas ela despencou sem forças, paralisada pelo montante de sal.

Conversando com minha guru internacional ontem, foi perceptível o sinal de que, se amanhã eu voltar a sofrer, serão por outros motivos e não mais pelo que vinha perdurando à minha memória doentia. Enfim, de doentio ficou a velha memória, pois hoje invisto em uma boa e rejuvenescida mente.

Pude voltar a velha guarda, mesmo que não tendo-me oportunizado momentos constitutivos assim antes. Aproveitei para esquecer problemas que nos sobrecarregam diariamente e deixei a respiração livre – mesmo com indícios de rinite alérgica – tomar conta das minhas ações.

Hoje, os problemas estão menos árduos uma vez que a tensão dos nervos foi diminuída, só não sei se pelo álcool ou pelos sorrisos. E minha cotidiana caminhada ficou mais leve, com uma aparecia saudável, só não sei se pela ginástica aposta dos “passinhos” executados na balada, ou pelo espreguiçar das manhãs em travesseiros de estampa chinesa? Resultado? Quem respondeu “um conjunto de tudo isso”, acertou!

domingo, 27 de abril de 2008

.: é, aonde vamos parar eu não sei :.

Eis que pela primeira vez, em tanto tempo de mandato, como Presidente da República, Lula falou uma coisa com a qual concordei. De fato, ele usou definição "pirotecnia", como uma chuva de fogo em cima do caso Isabella. Simplesmente é uma obrigação dos veículos de informação, fazer bom uso de suas atividades para repassar ao público o que é necessário, mas estamos entrando em uma era, ou melhor, já estamos nesse tempo, em que qualquer notícia é alternativa para se destacar entre concorrentes midiáticos.

Isso acaba oportuno para várias partes, aonde, num Brasil de interesses, isso acaba positivo, para filtrar diversos outros casos, como a dengue que se espalha com velocidade recorde e os assassinatos por uma tentativa de preservação do meio ambiente brasileiro e demais, que voltaram a acontecer, no interior do país.

Eu, sendo aqui do sul do Brasil, tenho a certeza, que se formos perguntar, para o povo do norte, o que é crueldade, estes, nos entoarão sem dúvidas, de que é a morte de Isabella, sendo eles os mais próximos da Amazônia, que sofre a cada dia pelo corte de madeira clandestino, que é diretamente prejudicial ao nosso futuro.

Não me questiono em nenhum momento quanto a minha falta de sensibilidade, pois ao saber da morte de Isabella, fiz minhas orações, pedindo que ela agora, ao lado de Deus ilumine sua mãe, e abençoe a vida de seu pai e sua madrasta - sendo eles culpados ou não. Pois o caso não está fechado ainda.

Agora, o que não dá pra aceitar, é o preconceito que as pessoas criam em cima do caso, antes do fechamento das investigações, que deveriam ser feitas pura e simplesmente pela polícia e não por um povo que antes do fato, nem mesmo sabia que ela existia, e que eu tenho certeza que hoje acordou, saiu para a rua e nem ao menos olhou para o seu próximo para dar "bom dia".

Enfim, a chuva de fogo na vida dos outros é cinema assistido na cadeira de número 1, para o povo, que não perde tempo em fazer brincadeirinhas do tipo, “não grita comigo se não te jogo pela janela” respondida com um “aqui não tem seis andares”. E infelizmente, a mídia, principalmente a massiva e que está, na maioria, via rádio ou TV, tem um pouco de culpa sim, no pré julgamento em cima do caso, quando tornamos a usar o bordão “só fale sobre aquilo que você tem certeza”, o que muitas vezes não acontece.

terça-feira, 15 de abril de 2008

.: é, a gente pira o cabeção :.
Eis que estava eu hoje, perdido aos meus pensamentos e devaneios, imaginando uma música que encaixasse com os futuros profissionais de Relações Públicas, no momento que irão adentrar ao local de onde sairão com seus canudos em mãos e com seu juramento proferido. Comecei viajar aos anos 70, 80, 90 e nada. Quando por hora me passou pela cabeça que deveria eu inserir uma música que falasse um pouco da profissão. Mas como? Não tinha nada que pudesse menciona-la.

Se já é complicado inserir a profissão na mente das pessoas e no mercado de Santa Catarina, mais difícil ainda é ter uma música que faça por sua lembrança. Dali por diante criei uma tentativa tanto peculiar para essa situação. No contexto prático, a profissão de Relações Públicas funciona como uma cirurgia estética para as organizações. Mas vejo isso pelo lado crítico positivo, pois como formando, creio que trabalhamos para retiradas de coisas que incomodam estas organizações, ou mesmo modificamos coisas que não podem ser excluídas, promovendo um bem estar das mesmas. De primeira parece patético, mas gostei da comparação. Olhando sem maldade e malícia a coisa é bem por ai. Enfim é a minha opinião.

Eis que viajando mais um pouco – pois minha imaginação é fora do comum - me deparo com algo que eu gosto muito. A super comentada e polemica série americana Nip/Tuck é algo que me fascina. Querendo ou não, quem realmente presta a atenção semiótica na coisa, fica impressionado com o que rola na trama. Por hora tem uma abertura muito bem feita e elogiada visualmente tanto como sua música de abertura.

Sim! A música de abertura de
Nip/Tuck. Então porque não utiliza-la não é mesmo? Bom, mas a música transmite só pelo título, o ar de “uma mentira perfeita”. Por outro lado, porque não entender a mentira como uma coisa boa? Afinal, na série, a mentira seria o resultado das cirurgias que acabam mudando a vida as pessoas, fazendo com que se sintam melhores. A mentira somente estaria relacionada inicialmente a contestar que elas não nasceram daquela forma, ou que mudaram algo natural.

Atenho-me então a conduzir a proposta do uso desta música para a colação de grau de minha turma, uma vez que a mentira que proporcionamos para a organização a qual nos dedicamos nas nossas funções, é de apenas modificação. Mudar o que compromete o bom desenvolvimento e harmonia, Mudar o que não está de acordo com as necessidades, modificar algo que incomoda. Assim, acredito no co-relação de toda essa minha viagem. Crendo na minha opinião, já encaminhei a música para meus colegas, e assim ei de contar aqui o resultado.